domingo, 26 de abril de 2009

Intensidade e insanidade.

" Ah!!!! Não acredito" - diz ela.
Pergunto-lhe : " o que aconteceu?"
" Aquele muleque!!! Cortou uma mecha do meu cabelo!!! Ninguém põe limite nessas crianças."

É duro. Até onde temos controle sobre uma criança especial? Até onde podemos culpar as famílias dessas crianças, por falta de limites?
A dor de passar pelo que essas mães passam é algo inimaginável. Quando recebem o diagnóstico, perdem o chão, abrem mão de suas vidas pessoais, sociais e muitas vezes conjugais. É uma responsabilidade que vão, literalmente, ter até o seu último suspiro. Como julgar alguém que passa por tudo isso?
É preciso pensar na saúde mental dos cuidadores de crianças especiais. Não só os profissionais que lidam com eles todos os dias, e os auxiliam a aprender e evoluir, mas também (e principalmente) a família dessas crianças que se sentem em total desamparo. 
Quando a condição financeira está presente, é com certeza um agente facilitador. Quando não, as vezes a situação se complica mais ainda, pois a falta de informação correta dificulta que todo o processo seja elaborado. 
Como diria Winnicott, é necessário ter um ambiente facilitador para que tudo se dê da melhor forma possível.

E qual é a função do psicólogo nisso tudo? É necessário manter-se atento e informado para conseguir acompanhar os avanços da ciência. É necessário entender o contexto aonde essa criança está inserida.
Escutar é tão importante quanto intervir.
  

Um comentário:

Mariana Baldin disse...

Adorei a aula de psicologia que tivemos esses dias... rs
Realmente, é um fardo que algumas famílias têm que carregar! Mas é algo que com certeza tem um sentido, um motivo maior, e traz consigo lições e histórias de vida incríveis.